sexta-feira, 20 de maio de 2011

Capitulo 9- Alice

"como não ? Duvido que tenham sido apenas boatos." disse eu com toda a certeza do mundo.
"Boatos ? Do que voce esta falando?" ele disse
"Ah tinha um pessoal falando que voce.... Afinal, porque eu estou falando disso? com voce ainda !" eu disse indignada.
"Não sei. Mas qual o problema ?"
"É.. Cansei disso, de ficar fazendo perguntas e voce me responder com perguntas." eu disse toda enrolada e quase gaguejando. Sintomas básicos de quando eu fico nervosa. Acabei, no impulso, me levantando para sair. Quando ele segura minha mão e me olhava muito. Muito mesmo. Isso certamente me fascinava e me incomodava.
"O que esta olhando?" eu disse com um sorriso. É. Aquele sorriso de pessoa boba e que voce só percebe meia hora depois que voce esta com ele estampado na cara.
"Você." e ele devolveu o meu sorriso com um sorriso, mas aquele sorriso unico e iluminado que eu não vou encontrar em mais nenhum lugar e em nenhuma pessoa a não ser ele.
E nós ficamos uns 5 segundos eternos sorrindo um para o outro quando eu simplismente me toquei que estava parecendo uma bobinha e meu rosto ficou serio e disse que eu precisava ir embora, ele balançou a cabeça confirmando e disse ainda com aquele sorriso
"Voce esta linda hoje!" e soltou minha mão e ficou ali sentado me observando ir embora.
Eu acredito que fiz a pior cara de impressionada possivel. Enfim, eu fiz ssa cara e já sai andand a procura de Laura, torcendo para que ela aparecesse como num passe de magica na minha frente naquele instante. No fim eu fiquei uns 30 minutos procurando ela e quando a achei ela nãob estava nem um pouco feliz.
"O que voce tem, Laura?" eu disse preocupada.
"Lembra do Joseph?" ela disse quase chorando.
"Sim, voce ja me falou dele."
"entao, ele que esta namorando!" ela disse ainda com os olhos brilhantes de lagrimas. E eu fiquei confusa. Talvez eu fiz confusão desde o começo quando eu achei que Artie era quem estava namorando.
"Ele? Como assim 'ele'? Voce tem certeza ? Com quem ? Não acredito !" eu disse eufórica. Eufórica até demais para mim, eu até parecia uma sanguinea por inteiro. E fazer milhares de perguntas uma atras da outras também sao sintomas do meu nervosismo.
"Sim, o próprio Joseph! Eu acabei de ver ele com a  Victoria, a famosa Vick " Laura disse indignada "E se voce nao acredita imagine eu !"
"Fique calma" estendi a mão e peguei um copo com coca-cola para Laura " Sabe, é só questão de tempo e...Ah eu não acredito que voce vai chorar ! Não faz isso, não deve valer a pena !" eu tentando consolá-la.
"Eu não vou chorar ! Até parece" ela disse numa ganancia de poder.
"É que seus olhos estão brilhantes ai eu achei que voce ia..."
"Ai Alice, pare de reparar um pouco nos olhos das pessoas !" Meu pensamento de que ninguem percebia foi destruido pela bomba que Laura acabara de jogar.
"Desculpe! Mas já que aqui ta o maior climão, vamos embora?" eu estava certamente me aproveitando da situação.
"Mas já ? O que aconteceu? Alguem disse que voce estava linda, não é?" e Laura até abriu um sorriso desconfiando do que eu disse.
"Não...Nada...É que...Ah vamos logo ou não?" disse eu desviando o olhar.
"Sabia !" e deu um tapinha na minhas costas, gesticulando como se ela realmente soubesse.
"Vamos pro Mc Donalds, que tal ?" eu disse com uma vontade inexplicavel de ir embora, e para isso arrumaria todos os argumentos possiveis.
"Ótima ideia, amiga!" e pegou na minha mão me levando até a porta de entrada sem dizer 'tchau' a ninguem e encarando Joseph com a tal ganancia de poder, que pairava sobre ela nos momentos de raiva. Mas, como de fato, nada é perfeito, quando eu estava passando pelos corredores da casa de Rose, vi Artie de relance. E ele também me olhava, Me olhava como se algo o prendesse a mim. Não sei explicar. Ninguém disse alguma palavra, se quer. E caminhando, ainda até a porta, fiquei imaginando o que seria que ele tinha visto em mim. Uma nerd, anti-social que morria de vergonha dele e era nitidamente fascinada por olhares sinceros, assim como o dele.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Capitulo 8- Alice

Eu era uma pessoa melhor com certeza. Ela me tornava melhor; eu só queria ela aqui pra me ajudar em relação a Artie, aos estudos. Eu só queria ela aqui. Não conseguia suportar a dor de ela... de ela estar morta agora.
Chorei muito naquela noite lembrando dela. Os acontecimentos estavam muito claros na minha cabeça, ainda tudo ocorria como se fosse ontem. Eu ainda lembro do papai chorando pelos cantos sem saber o que fazer. Fiquei por algumas horas pensando em como minha vida seria melhor se eu tivesse uma mãe, se eu tivesse a minha mãe. E então recebi uma mensagem no celular dizendo " Oi Alice, gostaria muito que você viesse na minha festa de 18 anos no sabado. Eu sei que voce não curte muito, mas é que eu queria mesmo que voce venha, vai ser legal, eu prometo. Te espero lá OK ? beijo, Rose. "
Não sei como mas achei uma boa idéia, eu tinha cansado dessa vida pacata, eu devia me distrair um pouco. Tá certo que ia ser uma aglomeração de pessoas, apesar da casa dela ser grande.
 No outro dia foi muito comentado sobre o aniversario de Rose na faculdade. Foi comentado também sobre um suposto namoro de Artie, o que me deixou confusa, e mais calada. Pensei nele de novo, mas como um idiota., e agora como um idiota sem-noção. Mas não iria deixar de ir por consideração a Rose e a mim mesma; não podia deixar um sentimento tão patético acabar com meus dias.
Para ir a festa escolhi um vestido preto, que tinha uns dez palmos acima do joelho de comprimenrto e um salto pra ir, mesmo não sabendo andar de salto. Me senti esquisita no vestido, assim como eu me sinto em todos os outros vestidos, mas como era uma ocasião diferenciada, abri uma excessão.
No dia da  festa, Laura foi me buscar para irmos juntas.
"Nunca vi você tão linda amiga !" disse Laura.
"Obrigado" disse com a maior vergonha, e jurei para mim mesma que se alguem dissesse isso para mim eu iria embora.
"Tenho certeza que irá chamar atenção de varias pessoas, principalmente de..." ela gaguejou. " de alguem em especial." e fez uma cara de quem disse algo que nao era para ser dito.
"O que quer dizer com isso ?" fitei Laura com a face mais séria que ja pudera ter feito. Mas fiz isso só para arrancar algo dela. Tentei olhar em seus olhos, mas foi dificil olhar por muito tempo, assim como os olhos de Artie, os olhos de Laura sempre queriam dizer muita coisa. Tanta coisa que era dificil decifrar, era delirante.
"Nada não, foi só um comentario aleatório. Queria dizer que, vai que voce encontre alguem especial, entendeu?" Pude ver o alivio em seu rosto, mas eu sabia que tinha algo implicito. Eu sabia que ela estava mentindo, eu sempre sei quando alguém mente.
"Ah ta !" eu disse e depois de um tempo o carro parou. Olhei pela janela e tinham varias pessoas conversando.
Eu e Laura entramos e cumprimentamos os conhecidos, inclusive Rose. Laura muito divertida ficava dançando e conversando muito, eu só ficava sentada, totalmente introvertida. Depois de algum tempo sentada ali, alguem chegou perto de mim com uma voz doce e grave, e disse
"Que surpresa te encontrar aqui !"
"Ah, é voce. Que susto, voce chega sempre assim, do nada " eu disse, assustada.
"Desculpa, não queria te assustar. Nem imaginei que voce iria estar aqui." ele disse com o sorriso mais iluminado do mundo.
"Nem eu imaginei. E sua namorada, cadê ela ?" disse com aquele sarcasmo que era involuntario, totalmente fora de mim.
"Não tenho namorada." ele disse ainda sorrindo, e eu fiquei com a maior cara de quem disse algo que não era para ser dito, como Laura tinha feito um pouco antes no carro.

domingo, 15 de maio de 2011

Capitulo 7- Alice

Me senti bem ao saber que ele não podia esquecer de alguém quase anti-social e ríspida como eu. Onde estava a teoria que eu afasto as pessoas ? Não parecia, mas meu coração de pedra não tinha sido quebrado com o charme banal de Artie. Absoluto que ele fazia isso com todas as garotas que não davam a minima pra ele, para depois ficarem babando igual todas as outras.
Não disse nada, nem fiz um breve comentario como costumava. Apenas pensei. Pensei o quanto ele era um idiota ao achar que me renderia a ele dessa forma, e então a pulsação do meu coração voltou ao normal. Voltou ao ódio insano que eu criei por ele desde então; eu voltei a ser quem eu era antes de toda essa bobeira melosa em relação a Artie. E a conversa entre eu e ele acabou por ali, sem eu dizer ou expressar alguma coisa, A não ser Laura que conversava de tudo com ele, até parecia que ela não percebia o quanto ele era futil. Confesso que fiquei indignada.
Nos próximos dois meses foram assim. Eu me ocupava com Laura e suas amigas e depois daquela conversa, Artie nunca mais se sentou conosco e eu e ele, consequentemente, viramos apenas conhecidos. Me perguntava quando ele iria puxar uma cadeira e se sentar novamente comigo e Laura. Eu faria tudo diferente. Aquilo realmente me fazia falta. Algo me atraía a ele, me atraia tanto que eu precisava ficar distante. Distante, principalmente, de seus olhos. Sim, eu me saia bem quando eu fingia não sentir nada ao olhar em seus olhos, como eu esperava. Mas já fazia tanto tempo que eu tinha medo de falhar. O que poderia acontecer se nossos caminhos se cruzassem e nossos olhos se encontrassem novamente ?
Eu já estava tão confusa, a ponto de me calar. Me calar mesmo, só dizer o que era extremamente necessario.
Eu não entendo. Eu não era assim há dois anos, quando mamãe estava aqui...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Capitulo 6- Alice

Nunca estive ansiosa para que algum dia chegasse como o dia em que Artie mudaria de horario, ou melhor para o MEU horário. Sabe, desde aquela semana, pude dizer a mim mesma que eu nao vi ele da mesma maneira, nao chegava a estar apaixonada, mas era diferente. Imaginava que eu ia me dar muito bem fingindo sentir algo que eu não sinto, porque eu sempre fui reservada e limitada a mim mesmo, nunca deixei transparecer algo.
No dia que ele mudou de turno, eu e Laura estavamos numa mesa, conversando sobre a aula (eu nem tinha lembrado de Artie) quando ele puxa uma cadeira da mesa vizinha e senta-se a nossa mesa.
"Oi Laura!  Quanto tempo não é ?" ele disse todo animado.
"Nossa que saudade de você ! Vamos, comece colocando o papo em dia" disse Laura toda curiosa.
"Ah..." ele olhou para mim "Alice Kirtke ?" e fez uma cara de surpreso.
Naquele instante, soube como é ter borboletas no estomago, coração acelerado, suar frio e tremer um pouquinho. E pensei mil vezes como isso era ridiculo e não cabia a mim essas atitudes, antes de me dirigir a ele.
"Sim." e acrescentei sem pensar "Achei que não ia se lembrar."
Ele deu um sorriso timido de canto de boca. "Não teria como esquecer"
Sinceramente, fiquei uns 30 segundos imaginando se aquela voz doce e grave poderia mesmo ter dito isso a mim. E senti meu coração pulsar mais forte novamente.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Capitulo 5- Alice

No dia seguinte, não sonhei com Artie, talvez fosse melhor assim. Tinha até esquecido um pouco disso, alias, deixei meu sentimentos (por mais bobos e imaturos que sejam) de lado, como sempre me ocupei a semana inteira com Laura, que por sinal, me ocupava bastante com seu humor que me deixava até mole de tanto rir. Eu realmente gostava de Laura e muito mais de seu senso de humor. Sei lá, ela simplismente negava tudo o que eu dizia ser com as minhas proprias atitudes; além de ser a unica que conseguia tirar um sorriso sincero meu.
Depois de semanas saindo comigo frequentemente, Laura comentou algo que me afetou de alguma forma.
"Ai Alice, sabe quem vai mudar para o nosso turno da faculdade? O Artie !" ela disse toda sorridente
"Sério?" fiz uma cara de satisfação. "maaaas... quem é mesmo esse Artie ?" me fiz de burra, não queria deixar obvio que eu tava bem com essa noticia.
"Artie Lewis, obvio querida. As meninas do jornalismo vão adorar a noticia quando eu contar."
Ok. Não sei nem com que cara eu fiquei perante a esse comentario. Acho que foram varias expressoes ao mesmo tempo. Expressões de felicidade na hora que ela confirmou que era mesmo O Artie e de ódio ao saber que as chatinhas do jornalismo vão cair igual bobas em cima dele. NÃO que eu sentisse algum afeto por ele, só acho que ser oferecida nao era legal, e isso nao tinha nada a ver comigo (nem ser oferecida, nem ser legal).
Sim, esse comentario me mudou o resto da noite, mas de fato pra pior. Pior porque eu simplismente não queria vê-lo todos os dias e porque eu simplismente não podia evitar isso.
"Com certeza irão adorar" eu disse numa expressão nada afetiva, novamente.

domingo, 8 de maio de 2011

Capitulo 4- Alice

Na minha cama, totalmente boba, fiquei imaginando como seria o jeito dele. Ele parecia ser legal, era simpatico, sem constar que era realmente lindo: tão branquinho com um sorriso tao iluminado que chegava a ser constrangedor (sem dizer os olhos verdes, claro), com uma voz que instantaneamente, se tornou meu som preferido.
Fiquei por uma hora pensando nisso. Pensando em como ele podia me fazer bem só de me olhar, ou dar um sorriso, ou simplismente dizer um OI. Pensando em como isso pode acontecer comigo, justo comigo, que nunca fui dessas de me apaixonar, de pensar em alguem como estou pensando nele.  Me senti tão desprezivel naquela noite. Me senti uma garota chata da oitava serie.
E por mais idiota e patetico que seja, eu dormi naquela noite pensando nele, torcendo para sonhar com Artie, pois com certeza iria me fazer bem o resto da semana.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Capitulo 3- Alice

"Alice, Alice Kirtke." me expressei e falei o minimo que podia, quando na verdade queria mesmo é falar muito sobre como seus olhos me faziam suspirar involuntariamente. Para não perder o costume da boa educação:
" E o seu nome, como é? " perguntei.
" Artie Lewis" ele respondeu com um sorriso meio disfarçado, como quem quer dizer algo mais.
E eu fria com as pessoas desconhecidas, apesar da boa educação, disse:
"Ah, prazer em conhecê-lo " sem nenhuma expressão afetiva no rosto, enquanto minhas mãos estavam fechadas com uma força que eu desconhecia. Ele queria dizer algo, chegou até a abrir a boca mas logo o cortei.
" Enfim, vamos tomar um sorvete logo, antes que eu tenha que ir embora, afinal hoje ainda é segunda não é ? " dei uma risadinha de sarcasmo, um sarcasmo meu, que era, muitas vezes, imperceptivel aos meus olhos, era compulsivo.
E ele apenas balançou a cabeça confirmando o que eu dissera. A noite foi até legal, ficamos conversando em grupo, mas nossos olhares não se cruzavam. Eram pessoas legais a primeira vista, mas eram muito barulhentas e riam alto, coisa que pra mim (uma pessoa reservada) era um pouco enjoativo e chamativo demais. Acabei indo para casa cedo, pois teria que trabalhar com meu pai na manha seguinte.
 Cheguei em casa e dei um beijo de boa noite em meu pai como de costume e meu irmão não estava em casa então fui logo para a cama tentar dormir. Tentar apenas, porque meu pensamento estava longe, estava a mil, estava naquele bonito rapaz de olhos verdes e fascinantes: Artie Lewis.

Capitulo 2- Alice

A manhã estava otima para mim naquela segunda-feira de março (mesmo eu odiando as segundas e muito mais as manhãs). Aquele dia foi tão comum. Tão comum até certa hora. Tudo parecia estar voltando (digo, os sentimentos, que talvez eu tenha deixado empoeirar desde o fim do ensino fundamental) na noite em que Laura me chamou para ir numa sorveteria do centro com uns amigos dela, que eu só conhecia de ouvir falar.
Nem sei porque topei, não gosto de sair às segundas, muito menos com gente desconhecida.
Cheguei lá exatamente no horario combinado, mas sempre fui pontual e como sempre, cheguei antes que todos. Sentada numa cadeira onde a mesa estava vazia enquanto esperava-os, comecei a reparar em mim. Estava com um jeans, uma camiseta branca por baixo do meu suéter marrom e meu all star preto de cano médio, que tanto gosto. Meu cabelo estava como sempre: liso, solto e meio bagunçado por conta de correria do dia. Eu estava simples. Para mim eu estava confortavel, mas não deixava de estar simples. Estava ótimo assim, não queria chamar nenhuma atenção. Laura havia comentado que viriam as meninas que almoçam com a gente mais uns dois meninos da faculdade. Depois de me lembrar disso me senti simples e horrivel. Era todos bem vestidos, e eu sempre fui simples, pois teria que pagar a faculdade (era bolsista integral, na verdade) e ajudar meu pai em casa com algumas contas. Não que eu me importasse com a opinião alheia, eu só tento agradar a mim mesmo quando possivel.
 Depois de uns quinze minutos, eles chegaram; era Laura, Jhenifer, Rose com mais dois garotos do segundo ano de jornalismo. Cumprimentei todos, dada a minha boa educação. Mas havia um que me chamou uma atenção maior. De fato, estava louca pra perguntar o nome dele, nem sabia o que estava acontecendo comigo (não podia ser eu), quando ele se direciona a mim.
 " Como é mesmo seu nome?" ele disse.
Por um momento, nem reparei o quanto eu estava comum em relação a todos eles, nem reparei em nada a não ser nos seus olhos penetrantes que imaginei que me deixariam sem ar por um instante.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Capitulo 1

Num dia tão inesperado e comum, Alice se apaixonou. Ela ja não sabia distinguir seus sentimentos de amor por qualquer outro similar pois, ja fazia algum tempo que se apaixonar estava evitando-a.
Alice tinha uma beleza comum e uma beleza incontestavel por dentro que ressaltava ainda mais o seu fisico. Nunca foi rica, e sua familia não era estruturada da forma que ela precisava que fosse: só tinha seu pai e um irmão que gostava muito; sua mãe morreu em um acidente de carro quando foi ve-la dançar ballet classico num dos festivais mais importantes para Alice, mas ela prefere evitar ao maximo esse assunto.
Alice morava num bairro simples de Nova York, fazia faculdade de direito -era bolsista-, tinha 18 anos e era totalmente entregue a seus sentimentos. Não que eles transparecessem, pelo contrario, os sentimentos dela eram profundos e totalemnte reservados a ela mesma. Não tem muitos amigos e, mesmo gostando muito das pessoas, prefere evita-las, e isso é totalmente visivel. Ela não passava de uma timida sonhadora sem limites. E o que a levou a amar Artie? um cara super diferente, nada a ver com ela. Na verdade, o que a levou apenas a amar incondicionalmente alguém, alguém que ela prefira os defeitos e as manias mais irritantes ?